CONCEITO | Guerreiro Zulu nasceu de uma experiência artística de Lucas Belchior em contato com nativos Zulu na África do Sul. A obra faz parte de uma pesquisa material e intelectual feita em terra africana, onde corpo, território, ancestralidade e escuta se tornaram matéria.
O povo Zulu carrega uma história marcada por força, coragem e base guerreira. Na obra, a máscara, o escudo espiritual e a lança tradicional aparecem como símbolos de proteção, direção e memória. Não são apenas elementos visuais: são presenças ancestrais.
O guerreiro surge em Sukhasana, posição de descanso meditativo. Mas aqui o descanso não é fraqueza. É segurança. É a força de quem não precisa atacar para existir. Nas mãos, os gestos de Gyan Mudra e Abhaya Mudra evocam consciência, foco, conhecimento ancestral, proteção e ausência do medo.
Essas sensações atravessaram o corpo de Lucas durante sua pesquisa artística, hospedado na África do Sul. Os encontros com os nativos firmaram no artista a percepção de que a África não é uma origem distante, mas uma raiz viva. Há um mapa africano sobre nossos pensamentos, ainda que inconsciente.
Em Guerreiro Zulu, África do Sul, Brasil e Rio de Janeiro se encontram. A força carioca, o corpo quente, a fé, a rua e a sobrevivência também nascem dessa herança.
DETALHES | Obra original e limitada do ateliê. Produzida inteiramente à mão, utilizando nanquim e giz pastel oleoso sob papel couchê 300g, com uma textura editorial.
TAMANHO | A4 (21 cm x 29,7 cm)
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